Minha análise a um artigo da Sentinela

Recentemente no site oficial das Testemunhas de Jeová, a Torre de Vigia publicou online a edição da revista A Sentinela de estudo junho de 2016, um artigo intitulado: ‘’Não deixe os erros de outros afastar você de Jeová.’’ Recomendo você ler este artigo antes de prosseguir na leitura aqui, acesse: https://www.jw.org/pt/publicacoes/revistas/a-sentinela-estudo-junho-2016/nao-deixe-erros-de-outros-afastar-voce-de-Jeova/

Leram o artigo? Muito bem! Agora vamos fazer alguns comentários referentes a essa matéria. Você por acaso sabe o porquê a Torre de Vigia publicou este artigo? Notamos que a grande preocupação da organização é a perda de seus membros. Ultimamente o número de TJs tem subido, mas tem caído bastante também. A Torre de Vigia escreveu este artigo para tentar creio eu, de alguma forma segurar membros que talvez se decepcione com sua autoridade eclesiástica, a saber, o Corpo Governante, ou até mesmo aqueles que se desentenda com alguns de seus irmãos de fé. Note que no primeiro parágrafo, eles admitem que não são perfeitos. Ora, sabemos que não! É errado nós querermos esperar perfeição dos outros, pois todos nós temos defeitos!

No segundo paragrafo, a organização tenta destacar a tal ‘’benção’’ que Jeová lhes dá, como o aumento de testemunhas no decorrer dos anos, em especial após 1914. E ainda coloca um texto bíblico para apoia-los nesse sentido. Nos parágrafos seguintes, é ressaltada a questão do amor e da neutralidade. Você sabe por que antes de abordar o tema principal, o Corpo Governante tenta a todo custo pôr qualidades positivas na organização? Para justamente fazer com que a mente daqueles que mesmo no intimo os questiona, possam assim refletir nas coisas boas que sua religião tem produzido.

É a partir do paragrafo 5 que começa a destacar o tema principal. Para começar, a organização chama atenção para as coisas que podem ocorrer dentro da congregação, como desentendimentos, alguma coisa que fulano falou que magoou alguém, e que as pessoas não devem abandonar a congregação por conta disso. Mas vamos refletir um pouco: que igreja esta desprovida dessas coisas? Se alguém conhecer uma igreja que nunca ocorre desentendimentos, me contate, por favor, pois gostaria muito de conhecer.

A partir daí a Organização começa a citar exemplos bíblicos de pessoas ou ocasiões que podem servir de lição nesse sentido. O primeiro exemplo citado foi o sumo sacerdote Eli, e que seus filhos eram maus e não seguia o exemplo do pai, de ser um devoto adorador de Jeová. E por Eli não corrigir seus filhos, Jeová castigou a família toda. O próximo exemplo é o de Davi. A maioria de nós conhecemos bem o que Davi fez, cometeu adultério, assassinou uma pessoa. O exemplo seguinte foi o do apostolo Pedro, que em certos momentos falava coisas que não devia, abandonou Jesus no momento de sua prisão, e ainda o negou três vezes. Em todos esses exemplos, a organização faz a seguinte pergunta:

‘’Você teria parado de servir a Jeová por causa disso?

Vai permitir que esses erros nos afetem a ponto de abandonar Jeová?’’

São tipos de perguntas que realmente fazem sentido. O erro dos outros não devem nos afetar, cada um é responsável pelo que faz, não é mesmo? Mas a questão não se limita apenas a isso, e esses exemplos não se enquadram nos motivos de muitas ex-Testemunhas de Jeová, como eu por exemplo, tivemos para sair da Organização.

Nos parágrafos seguintes, a organização enfatiza a questão desses erros de servos no passado, inculcando na mente das Tjs, que isso não nos deve motivar a abandonar o barco. Mas é interessante o seguinte: Você percebeu que os exemplos citados nos parágrafos 6, 7, 8 e 10, os erros de tais pessoas foram erros pessoais, individual? Nada dos exemplos citados mostra erro em questão de doutrinas. Mesmo por que os ensinamentos, as verdades bíblicas nunca passaram por mudança, a menos que a própria Bíblia relate isso. Por exemplo, vamos pegar a era cristã primitiva, o evangelho ou as boas novas divulgadas pelos apóstolos, passaram por alguma mudança? É evidente que não. Talvez algum TJ cite Atos 1:6 ou outros textos que mostre algum discípulo com expectativas erradas, mas nenhum discípulo pregou tal expectativa. Eles apenas fizeram perguntas e não pregando a outros sobre tais conceitos errados!

O que a organização quer realmente chamar a atenção, é que ninguém deve abandona-la por conta dos erros da sua liderança, o Corpo Governante, muito embora eles não citem isso diretamente. Sabemos, porém, que tanto os membros do Corpo Governante, como nós cometemos erros. Mas erramos em base pessoal! E é nisso que os exemplos citados no artigo se encaixam. Mas note que nos parágrafos 11 e 12 o artigo chama a atenção das testemunhas para exaltar a organização, dizendo que a organização é a única que recebe orientação divina, que os une para pregar no mundo inteiro, e diz ainda que não se deve culpar a Jeová ou a organização pelos erros de seus servos. Dando assim um combustível mental na cabeça das testemunhas, para não rebaixar em hipótese alguma a Organização, é tanto também que em nenhum momento são citados os erros cometidos pela mesma.

Os erros da liderança da Organização que na maioria das vezes tem resultado na perda de membros, não são erros de base pessoal, e sim erros na estrutura doutrinal da religião. Sim, por que tudo, praticamente tudo que o Corpo Governante publica por meio de literaturas, tais como a Sentinela ou Despertai, é encarado como a verdade divina. É tanto que as Testemunhas de Jeová acreditam que essas publicações são providas pelo verdadeiro Deus.

Quem pesquisa assuntos relacionados às Testemunhas de Jeová, sabe que no decorrer de sua história a organização tem falhado em inúmeras doutrinas, tem mudado centenas de ensinos, tudo isso por que tal doutrina anterior estava errada. Esses erros não se encaixam de forma alguma nos exemplos que o artigo da Sentinela citou, mesmo por que nenhum dos personagens citados no artigo ensinou algo que posteriormente mudou. Então você pode perceber que citando tais comparações, (parágrafos 6, 7, 8 e 10) e após isso a organização faz uma exaltação de si mesma, (parágrafos 11 e 12) mostra que o intuito desse artigo é amenizar os erros que a Organização comete em termos de doutrinas! Perceberam que lavagem cerebral eficiente?! Isso pode facilmente convencer pessoas desatentas á verdadeira realidade por detrás da Torre de Vigia.

No paragrafo 13, a organização volta ao aspecto de antes: desentendimentos entre irmãos de fé e ofensas por parte dos mesmos. Todavia, a Sentinela faz a seguinte exortação:

‘’Pior ainda seria deixar os erros de outros enfraquecer nossa fé e nos levar a abandonar a organização de Jeová. Se isso acontecesse, nós perderíamos o privilégio de fazer a vontade de Deus e a esperança de viver no novo mundo.’’ (O grifo é meu)

Note que eles têm que chamar novamente a atenção para a organização, e ainda faz uma ameaça para aqueles que decidam sair: perder o favor de Deus e a vida eterna! No paragrafo 14, destaca que as TJs precisam da Organização para entrar no novo mundo, e que as falhas de outros não nos deve impedir de alcançar essa benção. Como eu já disse antes, os erros em base pessoal de fato se encaixa nisso, mas erros em termos de doutrinas são aí que entra o problema!

Pense um pouco: Como você se sentiria se alguém lhe dissesse que em tal ano, ganharemos uma recompensa inestimável. Mas quando chega o tão aguardado momento, não acontece o esperado, ou pior, antes disso, essa expectativa é mudada pela pessoa que te encheu com esperanças? Com certeza se sentiria decepcionado! Como cristão, eu acredito sim que as promessas de Deus irão se cumprir um dia, e que nossas esperanças não devem sumir, por conta de expectativas falhas, tem até o ditado popular que diz: ‘’a esperança é a última que morre’’. Entretanto, a decepção com algumas coisas na organização não acabam simplesmente por aí, muitas pessoas gastaram tempo e esforço promovendo expectativas que depois se mostraram falhos. E acima de tudo, as pessoas que promoviam acreditavam que Jeová era a fonte de tudo aquilo. Por isso o entusiasmo de muitas testemunhas de Jeová com relação ao fim do mundo declarado pela organização, e supostamente com direção divina, era muito grande! Eu admiro a fé dessas pessoas, contudo, essas pessoas foram enganadas. Mas o apelo que a Organização Torre de Vigia tem feito para com essas pessoas, é deveras absurdo! Eles dizem para não abandonarem a religião por que se assim o fizer, pode perder a vida eterna, que Jeová, apesar dos erros, continua os refinando, os abençoando somente ali naquele ambiente.

É justamente por isso, que a Torre de Vigia recorre desesperadamente a exemplos bíblicos de pessoas no passado, para amenizar os erros cometidos pela mesma. Mas analisando atentamente, e de maneira justa, observamos que tais paralelos não procedem, por que os exemplos bíblicos não foram os mesmos que a organização cometeu. E acredito que um dos motivos de falar sobre magoas, desentendimentos na congregação, é para dar uma suavizada na mente das pessoas que irão ler e estudar tal artigo. Mas, a intensão maior do Corpo Governante é fazer com que as TJs não saiam da Organização por conta de erros, não apenas erros dos irmãos de fé, mas também as falhas de doutrinas cometidas pelo autointitulado ‘’escravo fiel e discreto’’.

Não obstante, o que me incomoda é essa insistência da Torre de Vigia em fazer as Testemunhas de Jeová acreditarem que fora da organização, não se pode ter o favor de Deus. Como se Deus se limitasse apenas aos muros da Torre de Vigia. Ora, a Bíblia deixa bem claro que todos podemos nos achegar ao Criador se assim desejarmos, mesmo se fossemos pessoas que não tem muito conhecimento bíblico. Yahweh mora no coração de cada um, desde que essa pessoa seja alguém que se esforça em ser limpo, e faz aquilo que o agrada. Jesus Cristo nunca disse que precisamos de religião para ganhar a vida, e sim que precisamos crer nele e no seu sacrifício em favor de todos nós. Note: Todos nós! E não apenas um grupo pequeno, pois ele olha para nós individualmente. Então pense nisso!

Por Ex-Testemunha de Jeová

 

Natal, nascimento de Jesus e aniversário natalício

Estamos no mês de dezembro, um mês especial para muitas pessoas, aliás, é fim de ano, e muitos gostam de se reunir com os amigos, com a família, enfim, tudo isso é proveitoso! Vamos abordar a questão do natal, muitas pessoas, até mesmo as religiosas comemoram esse dia como o nascimento de Jesus Cristo, o natal no nosso calendário esta no dia 25 de dezembro. Essa é uma das datas mais conhecidas em todo o mundo! Comemorar o nascimento de Jesus nessa data é o mesmo que comemorar seu aniversário. Então, vamos considerar algumas perguntas referentes a esses assuntos. O que é o natal? Qual a sua origem? Quem o criou? Jesus nasceu em dezembro? Jesus ordenou que comemorássemos seu aniversário? A Bíblia proíbe comemoração de aniversário e do natal?

O que é o Natal?

Natal é um feriado e festival religioso cristão comemorado anualmente em 25 de dezembro . A data é o centro das festas de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no cristianismo, o marco inicial do Ciclo do natal que dura doze dias. Originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no começo de inverno. (natalis invicti Solis), a festividade foi ressignificada pela Igreja católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império romano e então passou a comemorar o nascimento de Jesus (Yeshua) Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas eguirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças. Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não-cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico da comemoração é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo. (o grifo é meu)

Vimos ai que o Natal originalmente comemora o nascimento do Deus Sol Invicto. Em outras palavras o Natal é uma comemoração a um Deus falso. (João 17:3) Mas como passou a ser comemorada o nascimento de Cristo, no século III. Então mostra que os primitivos Cristãos, não comemoravam tal data.

Qual a origem do natal?

Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro é a partir do Cronógrafo de 354. Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro.  A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV, provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380. No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.  Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo. Estes elementos, incluindo o madeiros, do festival Yule, e a troca presentes, da Saturnália, tornaram-se sincretizados ao Natal ao longo dos séculos. A atmosfera prevalecente do Natal também tem evoluído continuamente desde o início do feriado, o que foi desde um estado carnavalesca na Idade Média , a um feriado orientado para a família e centrado nas crianças, introduzido na Reforma do século XIX . Além disso, a celebração do Natal foi proibida em mais de uma ocasião, dentro da cristandade protestante, devido a preocupações de que a data é muito pagã ou anti-bíblica.

 

Símbolos do natal:  Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prêmio.

A árvore de Natal é considerado por alguns como uma “cristianização” da tradições e rituais pagãos em torno do Solstício de Inverno, que incluía o uso de ramos verdes, além de ser uma adaptação de adoração pagã das árvores. Outra versão sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero(1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de “Saturnália”, que coincidia com o nosso Natal.

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fieis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal, serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres europeias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do século XIX, e na França, não o fez até inícios do século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

O dia de montar as decorações natalinas variam em cada país. No Brasil, o dia certo para montar a Árvore de Natal é no Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro, dia que marca o início do Advento. Em Portugal, é costume montar a Árvore de Natal no dia 8 de Dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira do país. No dia 6 de Janeiro, comemora-se o Dia de Reis, data que assinala a chegada dos Três Reis Magos à Belém, encerrando a magia do Natal, quando a árvore de natal e demais decorações natalinas são desfeitas.

Personagem do natal: Uma série de figuras de origem cristã e mítica têm sido associadas ao Natal e às doações sazonais de presentes. Entre estas estão o Papai Noel (Pai Natal em Portugal), também conhecido como Santa Claus (na anglofonia), Père Noël e o Weihnachtsmann; São Nicolau ou SinterklaasChristkindKris KringleJoulupukkiBabbo Natale, São Basílio e Ded Moroz.

A mais famosa e difundida destas figuras na comemoração moderna do Natal em todo o mundo é o Papai Noel, um mítico portador de presentes, vestido de vermelho, cujas origens têm diversas fontes. A origem do nome em inglês Santa Claus pode ser rastreada até o Sinterklaasholandês, que significa simplesmente São Nicolau. Nicolau foi bispo de Mira, na atual Turquia, durante o século IV. Entre outros atributos dados ao santo, ele foi associado ao cuidado das crianças, à generosidade e à doação de presentes. Sua festa em 6 de dezembro passou a ser comemorada em muitos países com a troca de presentes.

São Nicolau tradicionalmente aparecia em trajes de bispo, acompanhado por ajudantes, indagando as crianças sobre o seu comportamento durante o ano passado antes de decidir se elas mereciam um presente ou não. Por volta do século XIII, São Nicolau era bem conhecido nos Países Baixos e a prática de dar presentes em seu nome se espalhou para outras partes da Europa central e do sul. Na Reforma Protestante nos séculos XVI e XVII na Europa, muitos protestantes mudaram o personagem portador de presente para o Menino Jesus ou Christkindl e a data de dar presentes passou de 6 de dezembro para a véspera de Natal.

No entanto, a imagem popular moderna do Papai Noel foi criada nos Estados Unidos e, em particular, em Nova York. A transformação foi realizada com o auxílio de colaboradores notáveis, incluindo Washington Irving e o cartunista germano-americano Thomas Nast(1840-1902). Após a Guerra Revolucionária Americana, alguns dos habitantes da cidade de Nova York procuraram símbolos do passado não-inglês da cidade. Nova York tinha sido originalmente estabelecida como a cidade colonial holandesa de Nova Amsterdã e a tradição holandesa do Sinterklaas foi reinventada como São Nicolau.

Dentro de todos estes fatos, o Natal é uma mistura pagã, que envolve adoração a deuses falsos com o cristianismo. Desse modo, Jesus e seus discípulos não tem nada a ver com essa comemoração!

 

Jesus nasceu em dezembro?

Por séculos cristãos têm celebrado o nascimento de Jesus Cristo no dia 25 de dezembro. Eu acredito que, pelas razões a seguir, é bastante improvável que Jesus tenha nascido nessa data:

  1. Lucas 2:1-3, nos fala de um censo que foi a razão pela qual José e Maria viajaram. Um censo nunca sido feito no coração do inverno, pois as condições meteorológicas faria o transporte das pessoas para a cidade de suas famílias muito difícil. Na verdade, mesmo em nossa era moderna de meios de transporte de alta velocidade, os censos são feitos geralmente em períodos onde o clima não seja um obstáculo. Portanto, um suposto nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro e um censo exatamente nesta data não são coisas que podem andar juntas.
  2. Além disso, o fato de o versículo 8 falar sobre pastores que estavam com seus rebanhos nos campos é mais uma indicação de que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, já que por causa do clima, os rebanhos não estão nos campos em dezembro. Como Adam Clark, caracteristicamente, diz: “Como esses pastores ainda não tinha trazido para casa os seus rebanhos, é um argumento presumível que outubro ainda não havia iniciado e que, consequentemente, nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando nenhum rebanho estava fora nos campos .. … Analisando por esta perspectiva a Natividade em Dezembro deve ser abandonada “(A citação é retirada de R.E. Woodrow: ” Babylon Mystery Religion”, Ralph Woodrow Evangelistic Association Inc., 1966, this printing 1992 p.141) A partir dos fatos acima, fica claro que é muito improvável que Jesus tenha nascido no dia 25 de dezembro. Por que, então, o seu nascimento é celebrado nesta data? O motivo não é outro senão costumes que pagãos que se converteram ao cristianismo trouxeram com eles. Como J. Frazer diz: “O maior culto pagão religioso que alimentou a celebração de 25 de dezembro como feriado em todo o mundo Romano e Grego foi o culto pagão de adoração ao sol – Mitraísmo-…. Este festival de inverno era chamado ” A Natividade “- ” A Natividade do sol ” (Ver J. Frazer: “The Golden Bough”, New York, Macmillan Co., 1935 p.471.) Mesmo uma fonte tão conservadora como “The Catholic Encyclopedia”, admite que foi este festival pagão a razão pelo qual o nascimento de Jesus começou a ser celebrado no dia 25 de Dezembro: “A bem conhecida festa solar de Natalis Invicti [A Natividade do Sol Invicto] celebrada em 25 de dezembro, tem um forte crédito na responsabilidade pela nossa data de Dezembro” (Ver: “The Catholic Encyclopedia”, New York, Robert Appleton Co., 1911, p.725. This quotation was taken from R. Woodrow, op. cit. p.143)

Do exposto, fica claro que o dia 25 de Dezembro não é o dia do nascimento de Jesus, mas o dia em que os pagãos celebravam o nascimento do sol. Quando estes pagãos se converteram ao cristianismo, trouxeram consigo suas práticas pagãs. A igreja, em vez de tomar uma posição corajosa e lutar contra essas práticas, preferiu “cristianiza-las”. Assim, “o nascimento do deus-sol” foi mudado para “o nascimento do Filho de Deus”. Infelizmente, isso é apenas uma das muitas práticas pagãs e tradições que ainda são seguidas por um número considerável de cristãos.

Jesus ordenou a comemoração do seu aniversário?

O Filho do homem veio para dar a sua alma como resgate em troca de muitos.’ (Marcos 10:45) Jesus disse as palavras no início deste artigo na noite antes de morrer, não no dia de seu aniversário. Naquela ocasião, ele instituiu uma cerimônia simples como recordação de sua morte. Mas por que Jesus desejaria que seus seguidores se lembrassem de sua morte e não de seu nascimento? Porque o sacrifício resgatador de Jesus dá às pessoas obedientes a oportunidade de ter vida eterna. “O salário pago pelo pecado é a morte”, diz a Bíblia, “mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 6:23) Assim, no aniversário da morte de Jesus, seus seguidores se lembram dele, não como um bebê indefeso, mas como “o salvador do mundo”. (João 4:42)

“Cristo sofreu por vós, deixando-vos um modelo para seguirdes de perto os seus passos.” (1 Pedro 2:21) Para honrar a Jesus e se lembrar dele, você precisa estudar o exemplo que ele deixou como homem perfeito. Além disso, medite em como Jesus mostrou compaixão, paciência e coragem para fazer o que é certo, e procure imitá-lo em seu dia a dia.

Por que Jesus mandou comemorar sua morte? Um motivo de a Comemoração ter sido instituída teve que ver com um dos objetivos da morte de Jesus. Ele morreu como defensor da soberania do seu Pai celestial. Cristo provou assim que Satanás, o Diabo, que havia acusado falsamente os humanos de servirem a Deus apenas por motivos egoístas, era mentiroso. (Jó 2:1-5) A morte fiel de Jesus provou que essa alegação era falsa e alegrou o coração de Yahweh. (Provérbios 27:11) Outro motivo de se instituir a Refeição foi para nos lembrar que, por meio da sua morte como humano perfeito, sem pecado, Jesus ‘deu a sua alma como resgate em troca de muitos’. (Mateus 20:28) Quando o primeiro homem pecou contra Deus, perdeu a vida humana perfeita e tudo que isso podia proporcionar. No entanto, Jesus disse: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16) Esta celebração nos lembra do grande amor demonstrado tanto por Yahweh como por seu Filho, expresso na morte sacrificial de Jesus. Quanto nós devemos apreciar esse amor!

Será que a Bíblia proíbe comemoração de aniversários?

A Bíblia só menciona 2 aniversários, o de Faraó, e o de Herodes.

‘’Ora, o terceiro dia resultou ser aniversário natalício de Faraó, e ele passou a dar um banquete a todos os seus servos e a levantar a cabeça do chefe dos copeiros e a cabeça do chefe dos padeiros no meio dos seus servos. Concordemente, restituiu o chefe dos copeiros ao seu posto de copeiro, e ele continuou a dar o copo à mão de Faraó. Mas ao chefe dos padeiros ele pendurou, assim como José lhes dera a interpretação.’’ (Gênesis 40:20-22)

‘’Chegou, porém, um dia conveniente, no seu aniversário natalício, em que Herodes ofereceu uma refeição noturna a seus dignitários e comandantes militares, e aos principais da Galiléia. E entrou a filha desta mesma Herodias e dançou, e ela agradou a Herodes e aos que se recostavam com ele. O rei disse à donzela: “Pede-me o que quiseres, e eu to darei.” Sim, jurou-lhe: “O que for que me pedires, até a metade do meu reino, eu to darei.” E ela saiu e disse à sua mãe: “Que devo pedir?” Ela disse: “A cabeça de João, o batizador.” E entrando logo apressadamente, foi ter com o rei e fez a sua solicitação, dizendo: “Quero que me dês imediatamente, numa travessa, a cabeça de João Batista.” Embora o rei ficasse profundamente contristado, contudo, não quis desconsiderá-la, em vista dos juramentos e dos que se recostavam à mesa. O rei mandou assim imediatamente um guarda pessoal e ordenou-lhe que trouxesse a cabeça dele. E ele foi e o decapitou na prisão, e trouxe a cabeça dele numa travessa, e a deu à donzela, e a donzela a deu à sua mãe.’’ (Marcos 6:21-28)

Nestes 2 aniversários ocorreram assassinatos, infelizmente. Mas isso quer dizer que Yahweh esta proibindo tais festas? Não, por que os crimes ocorridos não tem nada a ver com a festa de aniversario. Alguns preferem evitar tais festas de aniversários, ninguém deve dizer que ele deva comemorar, eu acredito que isso é uma questão pessoal. Se a pessoa gosta, então que comemore, mas faça todas as coisas para a glória de Yahweh. (1 Corintios 10:31) Isso quer dizer que a festa deve ser controlada, pois a Bíblia condena as festas sem controle de bebida, gente descontrolada, falando palavrões enfim, essas coisas.

Mas por que a Bíblia mencionou esses aniversários? É simplesmente para que possamos entender em que contexto e circunstâncias os crimes ocorreram.

Na primeira referência, a Bíblia relata como foi que a interpretação dos sonhos feita por José teve cumprimento. Por motivos que só Deus sabe, Faraó executou o padeiro-chefe e preservou vivo o copeiro-chefe, exatamente como José havia dito que aconteceria ‘dentro de três dias’. Tudo o que o registro faz é mostrar que “o terceiro dia” após a interpretação dos sonhos “resultou ser aniversário natalício de Faraó” e foi durante a festa que ele resolveu fazer essas coisas. É para isso que ‘a informação está ali’. Quanto à própria comemoração, não há qualquer palavra de condenação. Nada há no registro que nos faça pensar que a execução do padeiro era algo decorrente da celebração em si ou intrínseco a ela.  Na segunda referência, ficamos sabendo que o Rei Herodes ficou tão empolgado com a apresentação de sua enteada, que jurou solenemente “dar-lhe tudo o que pedisse”. O registro torna evidente que ele não imaginava que ela iria pedir o que pediu, instigada por sua mãe. Por causa desse juramento irrefletido, ele “muito contristado”, ou seja, a contragosto, sentiu-se obrigado a mandar matar o profeta (muito embora isso não justifica o crime). O fato é que, mais uma vez, a informação sobre a festa de aniversário ‘está ali’ para esclarecer a situação do momento. Se a Bíblia não dissesse que ele estava cercado pelos ilustres convidados à sua festa de aniversário, ficaria difícil entendermos como foi que o rei ficou nessa enrascada e por que razão João Batista foi executado dessa forma tão bizarra. Novamente aqui, por mais chocante que tenha sido o crime, nada se diz contra a própria celebração do aniversário.

Não pode haver dúvida quanto a isso: é completamente ilógico encararmos uma situação social como inerentemente errada devido ao fato de um crime ocorrer durante a mesma. O que é condenável é o crime em si e não o contexto no qual ocorre. Em outras palavras, seja na antiguidade, seja no nosso tempo, se até mesmo um crime ocorrer durante um evento social, o crime em si não depõe contra o próprio evento nem o torna proibitivo para um cristão.

Eu não incentivo as festas de aniversário natalício e o que considerei aqui não é para defender a ideia de que realizar tais festas seja algo obrigatório para os cristãos. Como já mencionei Bíblia é omissa nesse assunto, a questão de promover ou não tais celebrações e mesmo a maneira de realizá-las, deveria ser deixada a critério da consciência de cada um.

Mas na Bíblia não menciona que os cristãos comemoravam seu aniversário, isso quer dizer que é proibido?

Mesmo que seja verdade que os primitivos cristãos não realizavam tais celebrações, não se pode deixar de perceber que, ao lançar mão deste argumento, estaremos usando um padrão duplo de pensamento. Como assim?

Por exemplo, consideramos a questão do natal, que é uma celebração que tem origem a adoração a um deus falso, desse modo, muitos cristãos se refreariam em fazer tal celebração, mas quanto ao aniversario, não há nada que indique que é uma celebração que da honra a algum deus, até por que os aniversários não é ligado a religiosidade, é uma celebração que homenageia uma determinada pessoa. E a Bíblia não proíbe tal comemoração!

Agradecimentos pelas informações sobre o Natal: Wikipedia.