Aniversários

Muitas pessoas desconhecem a origem das festas de aniversários, e muitas por alguns motivos em especial motivos religiosos, preferem evitar tais comemorações.

O hábito de comemorar o dia do nascimento surgiu na Roma antiga. Antes disso, já se faziam oferendas, como o bolo, mas não havia uma festividade propriamente dita. A origem estava ligada à ideia de que, na data de aniversário, anjos malignos vinham roubar o espírito do aniversariante e era preciso tomar medidas para prevenir isso. Por ser ligada a superstições, a tradição foi inicialmente considerada pagã pela Igreja Católica e só foi adotada no século 5, quando a instituição passou a celebrar o nascimento de Jesus. Mesmo assim, a prática de comemorar aniversários só se tornou comum no Ocidente no século 19, quando, na Alemanha, foi organizado um festival comemorativo coletivo.

O aniversário é uma celebração pagã, ou seja, não era comemorada por cristãos, muitas pessoas acreditam que por ser assim, não comemoram tal evento pelo simples fato de achar que por ser pagã, Deus a condena.

Mas se você analisar o que a Bíblia diz sobre isso, jamais irá encontrar uma passagem que condene tal celebração, mesmo sabendo que é de origem pagã, não devemos simplesmente afirmar que por muitas fontes mencionarem que aniversários eram comemorados por não-cristãos, há pessoas que acreditam que houve servos de Yahweh no passado que comemoravam o dia de seu nascimento. Vejamos esses relatos:

O que ocorre é que as únicas duas referências diretas da Bíblia a celebrações de aniversários natalícios são o de Herodes e o de Faraó. (Gên. 40:20; Mar. 6:21)  Apenas naqueles dois casos a Bíblia usa especificamente a expressão “aniversário natalício” ao falar das comemorações promovidas pelo Faraó e pelo Rei Herodes.  

Há, entretanto, um caso relatado na Bíblia que alguns encaram como uma referência indireta à celebração. Examinemos certos trechos deste caso:  

Jó 1:4-5:

E seus filhos foram e realizaram um banquete na casa de cada um [deles] no seu próprio dia; e mandaram convidar suas três irmãs para comerem e beberem com eles. E dava-se que, tendo os dias de banquete completado o ciclo, Jó mandava santificá-los; e ele se levantava de manhã cedo e oferecia sacrifícios queimados segundo o número de todos eles; pois, dizia Jó, “meus filhos talvez tenham pecado e amaldiçoado a Deus no seu coração”. Assim Jó fazia sempre.  

Jó 3:1-3, 6:

Foi depois disso que Jó abriu a boca e começou a invocar o mal sobre o seu dia. Jó respondeu então e disse:  “Pereça o dia em que vim a nascer, Também a noite em que alguém disse: ‘Foi concebido um varão vigoroso!’ … Aquela noite — levem-na as trevas; Não se regozije entre os dias do ano; Não entre no meio do número dos meses lunares.  

Uma comparação entre a fraseologia dos dois trechos mostra que a expressão “seu dia”, refere-se ao dia correspondente ao do nascimento. Devido ao seu sofrimento, Jó chegou a amaldiçoar o “seu dia”, isto é, ‘o dia em que veio a nascer’ (Jó 3: 1,3) e até pediu que este dia fosse ‘riscado do calendário’, para que ele jamais fosse lembrado (Jó 3:6). Sendo assim, quando Jó 1:4 diz que seus filhos realizavam banquetes “na casa de cada um [deles] no seu próprio dia”, a idéia que logo nos vêm à mente é a de que cada um deles promovia um banquete em sua própria casa, no dia correspondente ao do seu nascimento, ou seja, no dia do seu aniversário. E todos os demais irmãos e irmãs eram convidados.  

Outra conclusão que se pode tirar do relato é que, além de tais ocasiões serem de alegria, elas eram também algo rotineiro, pois Jó 1:5 declara que Jó oferecia sacrifícios expiatórios ao final de cada série de banquetes e ‘assim ele fazia sempre’. Não é à toa que a Bíblia o descreve como um dos homens mais fiéis que já viveram na terra, pois ele se preocupava até mesmo com a possibilidade de algum de seus filhos “terem amaldiçoado a Deus no seu coração” durante tais festas! Em parte alguma, porém, o registro diz que ele, Jó, desaprovava a realização dos próprios banquetes. Não há qualquer ‘referência desfavorável’ a estas festas em família. O que o registro diz é que, posteriormente, foi numa dessas ocasiões festivas que Satanás provocou um desastre criminoso, que resultou na morte dos filhos de Jó (Jó 1:18). Fica fácil entendermos em que circunstância Satanás causou a morte de todos de uma só vez. Alguma pessoas acham que a palavra ”dia” no texto de Jó não se refere a aniversário, mas se analisarmos, a mesma palavra ”dia” de Jó 1:4-5 é a mesma usada em Jó 3:1-3 em que neste caso Jó amaldiçoou o dia em que ele nasceu. 

Não estou querendo dizer que é ou não errado comemorar aniversários, fica a critério de cada um, se eram comemorados por pagãos, alguns evitam, mas há sim uma possibilidade dos filhos de Jó também terem comemorado, já que a Bíblia não mostra nenhuma condenação a respeito desta celebração!

Para mais informações a respeito deste assunto veja o artigo neste link: https://seguindoaspegadasdaverdade.wordpress.com/2014/12/16/natal-nascimento-de-jesus-e-aniversario-natalicio/