Falsas afirmações das Testemunhas de Jeová

Falsos profetas3

As Testemunhas de Jeová iniciaram suas atividades por volta de 1870, nos Estados Unidos. Charles Taze Russell foi o fundador, e tinha na época 18 anos na época. Ele tinha aprendido de Jonas Wenndell que a vinda de Jesus aconteceria em 1873, e depois a data foi mudada para 1874. Mas a profecia de Jonas Wendell foi falsa.

Vejamos o que diz Deuteronômio 18:20-22:

“No entanto, o profeta que presumir de falar em meu nome alguma palavra que não lhe mandei falar ou que falar em nome de outros deuses, tal profeta terá de morrer. E caso digas no teu coração: “Como saberemos qual a palavra que Jeová não falou?” quando o profeta falar em nome de Jeová e a palavra não suceder nem se cumprir, esta é a palavra que Jeová não falou. O profeta proferiu-a presunçosamente. Não deves ficar amedrontado por causa dele.”

Se Jonas Wendell vivesse no tempo que a lei mosaica estava vigorando teria sido morto por causa de sua falsa profecia em nome de Jeová.

Foi então que Russell conheceu Nelson Barbour, e este conseguiu convencer Russell que Jesus tinha voltado em 1874 de forma invisível. E esta foi a crença de Russell até a sua morte em 1916, aos 64 anos.

Mesmo após sua morte, Charles Taze Russell continuou a ser considerado como o servo escolhido do Senhor para esse tempo do fim. Todos acreditavam que Russell era o sevo prudente, o escravo fiel e discreto de Mateus 24:45-47.

Veja o que diz a revista A Sentinela de 1° de maio de 1922, página 132:

“Não há ninguém hoje na verdade atual que possa honestamente dizer que recebeu conhecimento do plano divino de qualquer outra fonte além do ministério do irmão Russell, direta ou indiretamente.”

A Sentinela de 1º de março de 1923, diz na página 68:

“Cremos que todos os que estão agora se regozijando na verdade atual concordarão que o irmão Russell ocupou fielmente o cargo de servo especial do Senhor e que foi feito governante sobre todos os bens do Senhor.”

Foi somente em 1927 que os líderes das Testemunhas de Jeová mudaram o ensino, e passaram a dizer que o servo prudente é um servo coletivo, e não individual. Foi então nesse ano que Russell perdeu o posto de único escravo fiel e discreto entre as Testemunhas de Jeová. (Proclamadores, página 143)

O Corpo Governante atualmente afirma que, como grupo, ocupam o papel do “escravo fiel e discreto”. O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová agora se considera a classe do escravo fiel e discreto de Mateus 24:45 na sua totalidade.

O Escravo Fiel e Discreto não foi designado no Pentecostes de 33 EC, o que significa que não tem havido uma linha contínua de membros da classe do escravo na terra através dos tempos. A classe do escravo só foi nomeado pela primeira vez por Cristo em 1919.

Apesar de fundar a Sociedade Torre de Vigia, Charles Taze Russell não era parte da classe do escravo, porque ele não estava vivo e servindo na sede quando Cristo fez a sua seleção em 1919. O trabalho de Russell e seus companheiros era como a do “mensageiro” em Malaquias 3:1.

Alegando que eles são agora o Escravo Fiel e Discreto em sua totalidade, o Corpo Governante reforça a sua autoridade sobre a organização e sua influência sobre os milhões de Testemunhas de Jeová em todo o mundo. Ninguém pode questionar agora a posição porque, assim como com o Papa da Igreja Católica Romana, eles podem agora reivindicar que a sua autoridade foi-lhes concedida diretamente por Deus através de Jesus.

Estes são os atuais (junho de 2013) membros do Corpo Governante:

  1. Antony Morris;
  2. David H. Splane;
  3. Geoffrey Jackson;
  4. Gerrit Losch;
  5. Guy H. Pierce;
  6. Stephen Lett;
  7. Samuel F. Herd;
  8. Mark Sanderson.
download (1)
Atuais membros do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. Foto: jw.org

Note o que a revista A Sentinela de 1° de outubro de 1994, diz na página 8:

“Todos os que desejam entender a Bíblia devem reconhecer que a “grandemente diversificada sabedoria de Deus” só pode ser conhecida através do canal de comunicação de Jeová, o escravo fiel e discreto. — João 6:68.”

A revista A Sentinela de 1º de junho de 1968, p. 327 diz:

“A Bíblia não pode ser devidamente entendida sem se ter presente a organização visível de Jeová.”

A revista A Sentinela de 1º de agosto de 1982, diz na página 27:

“Mas, Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Bíblia na sua vida. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia.”

Vejamos o que Paulo disse em 2 Timóteo 3:16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça,   17  a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.”

Romanos 15:4:

“Porque todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança.”

2 Pedro 1:19-21:

“Por conseguinte, temos a palavra profética tanto mais assegurada; e fazeis bem em prestar atenção a ela como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que amanheça o dia e se levante a estrela da alva, em vossos corações. Pois sabeis primeiramente isto, que nenhuma profecia da Escritura procede de qualquer interpretação particular. Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.”

Jesus disse em João 8:31,32:

“Se permanecerdes na minha palavra, sois realmente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

João 17:17:

“Santifica-os por meio da verdade; a tua palavra é a verdade”

O ensino que devemos seguir é o que está escrito na Bíblia Sagrada. Devemos seguir a doutrina dos apóstolos e profetas, e não do Corpo Governante. Vejamos:

Atos 2:42:

“E eles continuavam a devotar-se ao ensino dos apóstolos e a partilhar [uns com os outros], a tomar refeições e a orações.”

Efésios 2:19,20:

“Portanto, certamente não sois mais estranhos e residentes forasteiros, mas sois concidadãos dos santos e sois membros da família de Deus, e fostes edificados sobre o alicerce dos apóstolos e profetas, ao passo que o próprio Cristo Jesus é a pedra angular de alicerce.”

O ensino atual é que a classe do escravo foi nomeada pela primeira vez em 1919. Se esta afirmação fosse verdadeira esse escravo teria que ensinar a verdade da Palavra de Deus. Mas veja, por exemplo, o que estavam ensinando em 1919:

  • Ensinavam que o início dos últimos dias tinha começado em 1799;
  • Que a presença invisível de Jesus tinha começado em 1874;
  • Que o inicio da ressurreição dos santos ungidos tinha começado em 1878;
  • Que o Reino de Deus seria estabelecido na Palestina em 1925, e haveria a ressurreição dos servos fiéis de Deus do passado;
  • Também acreditavam que a Grande Pirâmide de Gizé era uma testemunha de Deus que confirmava períodos bíblicos. Esta crença foi mantida até 1928. (Proclamadores, página 202)


Qual é o ensino atual do Corpo Governante?

  • É que o tempo do fim teve início em 1914, e não em 1799;
  • Que a presença invisível de Jesus teve início em 1914, e não em 1874;
  • Que a ressurreição dos santos ungidos aconteceu em 1918, e não em 1878.

Com todas essas falsa afirmações, você ainda acredita que as Testemunhas de Jeová são orientadas por Deus através de Seu Espírito?

Fonte: http://indicetj.com/laab/falsas_afirmacoes_das_testemunhas_de_jeova.htm

Confissão de pecados aos anciãos?

download
Foto: jw.org

Embora condene frequentemente a Igreja Católica por praticar a confissão, as Testemunhas de Jeová também fazem uso dela na sua prática religiosa. De fato, quando uma Testemunha de Jeová viola qualquer tipo de norma, bíblica ou organizacional, é obrigada a confessar o seu pecado aos anciãos congregacionais e aguardar o veredicto deles, quanto a se seus pecados serão perdoados ou não, e quanto a que tipo de punição será necessária no seu caso.

O manual dos anciãos, “Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho”, nas páginas 113, 118, e 148, diz que a confissão voluntária do pecador é um dos critérios para a avaliação de seu arrependimento, e que o contrário, negar-se a confessar, deve ser visto como sinal de que não está arrependido.

As audiências judicativas geralmente são abertas com a leitura de algum texto bíblico, tal como Provérbios 28,13 que diz: “Quem encobre as suas transgressões não será bem sucedido, mas, ter-se-á misericórdia com aquele que [as] confessa e abandona.” O objetivo é incitar o réu a abrir seu coração e confessar todos os seus pecados aos anciãos, sem esconder nada.

Há muita matéria publicada pela Torre de Vigia para lembrar as Testemunhas de Jeová que devem sempre confessar seus pecados aos anciãos, caso contrário, não terão seus pecados perdoados por Jeová Deus. Por exemplo, a revista Despertai! de 22 de janeiro de 1997, na página 12, num artigo direcionado aos jovens diz:

“Se você é cristão, o assunto não acaba quando você conta aos pais. André diz: “Eu sabia que tinha de contar meu problema aos anciãos da congregação”. Que alívio foi saber que eles estavam dispostos a me ajudar!” De fato, os jovens entre as Testemunhas de Jeová podem e devem procurar os anciãos congregacionais em busca de ajuda e encorajamento. Mas por que não se pode simplesmente orar a Jeová e pronto? Porque Jeová encarregou os anciãos da responsabilidade de ‘vigiar sobre as nossas almas’. (Hebreus 13:17) Eles podem ajudá-lo a não pecar de novo. — Note Tiago 5:14-16.” (O sublinhado é meu).

Note que o jovem André, mencionado no artigo, diz que sabia que tinha que contar seu problema aos anciãos. O mesmo ocorre com a vasta maioria das Testemunhas de Jeová. Elas foram ensinadas que só resolverão o problema quando procurarem os anciãos, e enquanto não confessarem seus pecados a eles, sua situação estará pendente diante de Jeová Deus. A revista A Sentinela de 1º de janeiro de 1995, na página 27 também reforça esta ideia dizendo:

“Assim, quando um cristão dedicado comete um pecado grave, não basta apenas que ele confesse isso a Jeová. Os anciãos têm de tomar certos passos, visto que a pureza ou a paz da congregação está ameaçada.“ (O sublinhado é meu).

Esta exigência da parte do Corpo Governante faz com que as Testemunhas de Jeová se sintam pressionadas a abrir a sua intimidade aos anciãos, confessando a eles os seus erros. Na maioria dos casos, a pessoa que procura os anciãos para confessar sente muita vergonha e constrangimento, e muitas o fazem com lágrimas nos olhos, com grande agitação emocional. E o fator mais crítico nessas experiências é que o confessando, na maioria das vezes, já buscou o perdão de Jeová Deus através da oração, e geralmente já decidiu não repetir o erro. Mesmo assim, sente (pois foi ensinado assim) que o assunto ainda não está resolvido, e que só será perdoado por Deus quando confessá-lo também aos anciãos. A confissão aos anciãos, portanto, foi lhe inculcado como sendo um requisito divino para que os seus pecados sejam perdoados.

O Corpo Governante, logicamente, quer que seja assim para manter um rígido controle sobre a suposta pureza da congregação. Esta prática, enquanto convenção, nada tem de errado, visto que qualquer organização, secular ou religiosa, tem o direito de convencionar certos procedimentos de caráter obrigatório para os seus membros; e quando uma pessoa decide entrar para um grupo, está ciente que terá que se sujeitar às convenções que foram decididas por aqueles que dirigem o grupo, por mais absurdas que elas sejam para os que estão de fora.

O problema é que o Corpo Governante, ao mesmo tempo que condena esta prática em outras religiões como sendo antibíblicas, afirma que tem base bíblica para exigi-la de seus membros. Esta afirmação não pode ser provada com a Palavra de Deus.

Segundo a Bíblia, quando um cristão comete um pecado claramente condenado na Palavra de Deus, deve dar os seguintes passos para se beneficiar do sacrifício resgatador de Jesus Cristo e ter os seus pecados perdoados:

1-) Arrepender-se de seus pecados. (2 Pedro 3,9; Lucas 24,47; Lucas 15,7) Arrepender-se significa mudar de atitude com respeito a uma ação ou conduta passada ou tencionada, sentir lástima pelo que fez ou deixou de fazer em violação de uma norma bíblica. O arrependimento genuíno envolve uma mudança de ideia ou de sentimento com respeito ao pecado cometido. (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. 1, p. 213).

2-) Confessar a Jeová Deus, mediante Cristo Jesus. O Salmo 32,5 diz: “Finalmente te confessei meu pecado e não encobri meu erro. Eu disse: “Farei confissão das minhas transgressões a Jeová.” E tu mesmo perdoaste o erro dos meus pecados.” (O sublinhado é meu). É a Deus que devemos confessar para termos o perdão de nossos pecados mediante Cristo Jesus. (Efésios 1,7) A única pessoa entre o pecador e Jeová Deus é o Senhor Jesus Cristo, conforme Efésios 3,11-12 e Romanos 5,1-2. Todos os textos bíblicos que mencionam a confissão de pecados contra Deus sempre se referem à confissão feita diretamente a Deus, através de uma oração em nome de nosso Senhor Jesus, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2,5; 1 João 2,1).

3-) Conversão  Retornar a Deus e ao proceder correto. O arrependimento interrompe o proceder errado da pessoa, e assinala a determinação de seguir o proceder correto. Isto significa que quando o arrependimento é de coração, seguir-se-á a conversão, ou seja, uma meia volta quanto ao proceder errado. (Atos 15,3) Os verbos hebraico e grego relacionados com a conversão (hebr.: shuv; gr.: stré·fo; e·pi·stré·fo) significam simplesmente “retornar, dar meia-volta”. Um pecador arrependido precisa retornar a Deus, recuando do proceder errado. (1 Reis 8,33). (Estudo Perspicaz das Escrituras, vol. 1, página 213).

Estes três passos deverão ser suficientes para que o cristão endireite seu modo de agir e seja perdoado por Jeová Deus. O arrependimento genuíno causa um verdadeiro impacto, gera forças, motiva a pessoa a ‘dar meia-volta’. (Atos 3,19).

Mas que dizer se o cristão estiver lidando com uma fraqueza que o deixa tão abatido e deprimido, ao ponto de nem mesmo conseguir orar a Jeová? Existe uma provisão para esses casos.

Quando alguém fica envolvido em erro grave e necessita de ajuda espiritual para vencer o seu erro, a Bíblia aconselha: “Há alguém doente entre vós? Chame a [si] os anciãos da congregação, e orem sobre ele, untando-o com óleo em nome de Jeová. E a oração de fé fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado. Portanto, confessai abertamente os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sejais sarados. A súplica do justo, quando em operação, tem muita força.” (Tiago 5,14-16).

Portanto, se a pessoa não consegue sozinha, seguindo os três passos delineados anteriormente, abandonar um proceder errado, ela pode contar com a ajuda de outros cristãos maduros (não necessariamente anciãos designados), que poderão aconselhá-la, auxiliá-la e até mesmo orar por ela. A declaração do versículo 16 “confessai abertamente os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sejais sarados”, não pode ser entendida como uma exortação a se confessar os pecados aos anciãos (ou outros sacerdotes), pois a declaração incentiva um intercâmbio de confissões. Comentando este versículo específico, o livro “Comentário à Carta de Tiago”, na página 206 diz:

“Esta confissão não é igual ao arranjo do “confessionário”, em que a pessoa é considerada como tendo a obrigação de comparecer e de confessar todos os pecados, para obter a absolvição da culpa aos olhos de Deus. Embora Tiago tivesse feito anteriormente menção específica dos anciãos congregacionais com respeito aos doentes necessitados de ajuda, ele manda aqui ‘confessarem os seus pecados uns aos outros’, não limitando o assunto a certos dentro da congregação. Embora seja assim, é razoável que aquele que confessa seus pecados procure alguém que lhe pode ser de verdadeira ajuda em sentido espiritual. Junto com o desejo de se aliviar, sem dúvida, quer o conselho e a oração do outro. Gálatas 6:1, 2, fala do reajuste daquele que dá um passo em falso e mostra que os habilitados para fazer o ajuste são os ‘que têm qualificações espirituais’. Os anciãos devem ter tais qualificações, e é também possível que outros na congregação as tenham. […] De modo que a fonte de ajuda não se limita a poucos; o importante é que a pessoa tenha “qualificações espirituais”. Tiago mostra que o objetivo e o resultado de se procurar assim humildemente a ajuda deve ser o interesse de irmão (ou irmã) na oração a Jeová a favor da pessoa que confessa a falta.”

O Corpo Governante sabe que este é o sentido correto do texto, embora muitas vezes o use para apoiar o ensino de que se deve procurar os anciãos para confessar pecados. Recentemente, a Sentinela explanou com muita clareza o que nós devemos fazer quando cometemos um pecado:

“Se tivermos cometido um pecado, podemos implorar o perdão à base do sacrifício de resgate de Jesus, da misericórdia de Jeová e de nossos antecedentes de serviço fiel. Conhecendo a benignidade imerecida de Jeová, podemos buscar o perdão, confiantes de que esse nos será concedido. – Efésios 1:7.” (A Sentinela, de 15 de julho de 2007, páginas 19 e 20, parágrafo 16).

Note que o escritor registrou exatamente o que é esperado de um cristão quando comete um pecado contra Deus e quer ser perdoado. Não mencionou a confissão aos anciãos como requisito para se obter o perdão, embora em outras publicações isso seja mencionado.

Agora note na continuação do artigo a aplicação que ele faz do único texto que o Corpo Governante usa como base para se exigir a confissão em outras publicações:

“Mas que se dizer se cometermos um pecado e nos sentirmos incapazes de orar porque esse nos deixou espiritualmente doentes? Sobre isso, o discípulo Tiago escreveu: ‘[Que essa pessoa] chame a si os anciãos da congregação, e orem sobre ele, untando-o com óleo em nome de Jeová’. E a oração de fé fará que o indisposto fique bom, e Jeová o levantará. Também, se ele tiver cometido pecados, ser-lhe-á isso perdoado.” (idem, página 20 parágrafo 17).

Observe que no parágrafo 16 o errante é incentivado a resolver o assunto diretamente com Jeová Deus, invocando a mediação de Jesus Cristo qual seu resgatador com a certeza do perdão divino. Se não repetir o erro, este seu pecado estará perdoado e jamais será lembrado novamente contra ele. (Hebreus 10,17) É isso, e apenas isso que é necessário para se corrigir a situação. Apenas se” o cristão não conseguir orar a Jeová Deus para confessar os seus pecados e pedir perdão é que ele deveria recorrer aos anciãos para que esses possam ajudá-lo, até mesmo orando com ele e por ele.

Portanto, se o cristão que errou arrepender-se genuinamente do seu pecado, rogar a Jeová Deus, fazendo confissão e implorando o seu perdão em nome do Senhor Jesus, e não praticar mais o pecado, poderá ter a certeza de que Jeová Deus, com base no sacrifício de Jesus Cristo, apagou aquele seu pecado e jamais se lembrará dele novamente. (Salmo 32:3-5). Depois disso, o cristão deve aceitar o perdão de Deus e não se mortificar infindavelmente por aquele erro. Deverá sentir a sua consciência limpa. (Filipenses 4,7) A questão entre ele e Jeová Deus foi resolvida, e seu pecado foi lavado com o valor do sangue derramado do Cristo. (Isaías 1,18).

Caso seja necessário seguir o conselho de Tiago 5,14-16, tenha muita cautela, pois os anciãos designados simplesmente seguem instruções dos manuais organizacionais quando são procurados por um irmão que precisa de ajuda espiritual. Se ele entender que o seu pecado é grave, o assunto será conduzido a uma comissão judicativa e você terá toda a sua intimidade devassada por três ou mais homens, pois o manual diz: “Em caso de pecados crassos, deve-se formar uma comissão judicativa”. (Prestai Atenção a Vós Mesmos e a Todo o Rebanho, página 96, último parágrafo).

E mesmo que ele avalie que o seu erro não foi tão grave, seguirá a seguinte instrução do manual: “Embora você talvez ache que seu conselho bastará para restabelecer a pessoa, é aconselhável que informe o assunto ao superintendente presidente; talvez haja outros fatores envolvidos. O problema pode ter surgido anteriormente, ou talvez ele saiba de outros atos errados relacionados que tenham ocorrido.” (idem, página 97, parágrafos 5 e 6).

Ou seja, sua “ficha” será levantada junto ao superintendente presidente (ancião que preside o corpo de anciãos de uma congregação), para se saber se realmente é a primeira vez que você cometeu este erro. O cristão não precisa se sujeitar a isso, a menos que queira abrir mão da sua liberdade de adorar diretamente a Deus e prestar contas somente a Ele, através de seu filho Jesus Cristo. (Gálatas 5,1).

Você pode evitar tudo isso por escolher homens espirituais, que são leais à Palavra de Deus para lhe ouvir e aconselhar. Embora raros, há homens assim nas congregações das Testemunhas de Jeová, que estarão dispostos a te ouvir e a guardar em segredo a sua confissão, apesar do que o Corpo Governante lhes manda fazer. Um bom critério para reconhecê-los é escolher, não os anciãos designados, mas os resignados. Muitos anciãos nos últimos anos têm resignado de suas designações por não concordarem com algumas práticas da organização. Homens assim, se não tiverem perdido suas qualificações espirituais (1 Timóteo 3,1-7), são verdadeiros “abrigos contra o vento e esconderijos contra o temporal.” (Isaías 32,2).

“Vocês foram comprados e seu preço foi pago por Cristo; portanto, vocês pertencem a Ele – libertem-se agora de todas estas vaidades e temores terrenos.” – 1 Coríntios 7, 23. (Bíblia Viva)

Fonte: http://www.mentesbereanas.info/confessarpecados.html