Confusão da regra de “um dia por um ano”

Gostaria de destacar aqui a questão muito usada pela Torre de Vigia, sobre a “regra de um dia por um ano” nas profecias da Bíblia. É interessante esse assunto por que vai nos mostrar confusões na interpretação do Corpo Governante, e que comprometem o que eles afirmam ter, a saber, a orientação divina.

Abra o livro “Preste Atenção à Profecia de Daniel” no quadro na página 301, notamos que afirmam que os 1.260 dias são literais, depois em outra profecia, deve-se aplicar a regra “um dia por um ano”, e confusão vai, confusão vem. Desta forma, eles praticamente dizem que Daniel era ou queria deixar seus leitores malucos. Por quê? Note os seguintes pontos:

  1. O maluco quadro cita a profecia de Daniel 4:16,25, e afirma que a este período de 2.520 dias deve-se aplicar a regra de 1 dia por 1 ano, passando a ser 2.520 anos;
  2. Depois o quadro cita Daniel 7:25 e 12:7, mostrando que os 1.260 dias são literais e não deve-se aplicar a regra de 1 dia por 1 ano;
  3. Agora vem a profecia de Daniel 8:14, do período de 2.300 noitinhas e manhãs, à qual não deve-se aplicar a regra de 1 dia por 1 ano, e portanto o número seria de dias literais;
  4. Depois aparece Daniel 9:24-27, e afirma que a este período de 70 semanas (490 dias) deve-se aplicar a regra de 1 dia por 1 ano, passando a ser 490 anos;
  5. Mais uma: Daniel 9:24-27 é interpretado como não devendo-se aplicar a regra de 1 dia por 1 ano, e portanto o número seria de 1.290 dias literais;
  6. Finalmente Daniel 12:12, afirma-se a respeito dos 1.335 dias serem literais e não se aplicar a regra de 1 dia por 1 ano.

A falta de lógica nestas explicações chega a impressionar. O profeta Daniel não forneceu nenhum dado que pudesse determinar se os dias das suas profecias seriam literais ou equivalentes à um ano. Portanto, aplicar a regra de 1 dia por 1 ano já é especulação sem base de apoio. Afinal, todos sabemos que este princípio foi aplicado com relação ao povo de Israel, aplicando-se à época em que estiveram vagando pelo ermo. Ademais, se em cada profecia “dia” tivesse uma duração diferente, 24 horas ou 1 ano dependendo da visão ou sonho, ele certamente teria deixado claro isto em seus escritos. Daniel e a própria origem das visões, Deus, certamente esclareceriam que nesta profecia “tempo” tem tal duração e naquela profecia tem outra tal duração. Se não o fizeram, o mínimo que se pode deduzir é que “dia” teria a mesma duração em todos os seus escritos e profecias. Assim, se interpretássemos 1 dia como 1 ano em determinada profeciaa mesma interpretação teria que ser feita em todas as outras (1.260, 2.300, 1.290 e 1.335 – e a interpretação apresentada perderia sentido!). O mesmo caso vale para a situação de 1 dia ser literal. De qualquer forma, este raciocínio mostra que os argumentos apresentados neste livro são fruto de uma imaginação muito fértil, que tenta de maneira pouco convencional convencer seus leitores de que se está apresentando a verdade.

Créditos pela informação: http://elderspov.tripod.com/comentarios_02.htm

Acessem e leia a matéria completa sobre comentários ao livro “profecia de Daniel”.